22/09/2020

Política

Valter desiste de candidatura, e PSC vai de chapa pura para disputar o executivo teresinense

De última hora o empresário e advogado Valter Rebelo (PSC) desistiu da disputa pelo executivo teresinense. Em convenção, realizada na manhã desta segunda-feira (14), o […]

Publicado por: Luciano Coelho 14/09/2020, 14:54

De última hora o empresário e advogado Valter Rebelo (PSC) desistiu da disputa pelo executivo teresinense. Em convenção, realizada na manhã desta segunda-feira (14), o PSC anunciou mudança de projeto; o partido preferiu uma chapa pura e feminina.

O time vai ser comandado pela empresária Gessy Fonseca, que tem como vice Mara Denise (professora e enfermeira).

Da esquerda para a direita: Gessy Fonseca, Valter Rebelo e Mara Denise (Foto: divulgação)

“Comecei a trabalhar no comércio, desde os 13 anos. Sempre ajudando meus pais. Então, para mim, o empreendedorismo é a chave para destravar a economia. Teresina está há anos estagnada no tempo. Temos uma cidade com bastante potencial e pouco explorada, e além disso temos muita gente com força e vontade de trabalhar, porém elas esbarram na burocracia. O tempo da mudança é agora. Em Teresina, se inicia um novo tempo”, disse a candidata a prefeita.

Valter não justificou, de forma direta, o motivo da retirara da candidatura. Especula-se que o fato dele estar sendo investigado por suspeita de envolvimento em um caso de desvio de recursos públicos, quando era assessor especial do governador do Rio de Janeiro (Wilson Witzel), tenha sido o principal fator. “Nossa estratégia no PSC é justamente alternar: nomes novos contra uma política velha. Vamos mudar isso”, destacou ele, que é presidente do PSC-PI.

Pela primeira vez na história política do estado, o Piauí terá uma chapa majoritária composta com duas mulheres na disputa.

Suspeita de crime

Valter Alencar Rebelo é investigado por suspeita de participar de um esquema, no governo do Rio de Janeiro, voltado ao desvio de recursos públicos usando funcionários fantasmas. Ele foi nomeado assessor especial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (afastado do cargo devido a suspeitas de corrupção), em 2019.

De acordo com o jornal O Globo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) detectou que o governo estadual contratou sete pessoas ligadas a um aliado (que seria Valter) político do governador.

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