27/05/2020

A inveja destrói

21 de maio de 2020

 Ter inveja, ser invejoso, é pecado.

E não é um pecado qualquer. A inveja é um pecado capital.

A Bíblia diz que Deus não gosta da inveja e se não gosta da inveja, naturalmente também não gosta do invejoso.

E tanto não gosta que colocou a inveja como um dos sete maiores pecados que o homem pode cometer.

A inveja está ao lado de pecados como a gula, a avareza, a luxúria, a ira, a preguiça e o orgulho.

Deus abomina esses pecados.

Todos eles, sem exceção.

A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa, no lugar do próprio crescimento espiritual.

Inveja é o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue.

Como disse certa vez o padre Fábio de Melo, inveja é um pecado capital porque é pior que a cobiça. O invejoso não deseja o que é do outro, apenas. Ele deseja também que o outro não tenha o que tem.

A inveja é companheira daqueles que não suportam o sucesso dos outros e não se conformam em ver alguém melhor do que ele mesmo.

A inveja está sempre com aquelas pessoas soberbas, com aquelas pessoas que querem sempre ser melhores do que as outras em tudo.

Muitas vezes, a inveja também é companheira das pessoas inseguras, fracassadas ou revoltadas, que, não conseguindo o sucesso das outras, ficam corroídas de inveja e desejando-lhes o mal. Ficam torcendo pelo mal do outro, e vibra quando este fracassa.

As pessoas invejosas tem o poder de distorcer imagens.

E o pior é que acreditam na falsa visão que tem. Isso chega a ser patológico.

Aos invejosos nossa ignorância e nosso desprezo e o alerta de que o tempo também é invejoso.

O tempo sempre foi um grande invejoso.

O tempo caminha para apagar o brilho de todos nós. É inexorável.

A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso.

De todas as características que são vulgares na natureza humana, a inveja é a mais desgraçada; o invejoso não só deseja provocar o infortúnio e o provoca sempre que pode fazer impunemente, como também se torna infeliz por causa da sua inveja.

Em vez de sentir prazer com o que possui, sofre com o que os outros têm.

Se puder, priva os outros das suas vantagens, o que para ele é tão desejável como assegurar as mesmas vantagens para si próprio.

Porém, como nos ensina o filósofo inglês Bertrand Russell, há na natureza humana um sentimento compensador, chamado admiração.

Todos os que desejam aumentar a felicidade humana devem procurar aumentar a admiração e diminuir a inveja.

Simples assim.

(Do livro Opinião com Chico Leal)

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