14/08/2020

Chico Leal

 Até o fim!

14 de agosto de 2020

Dizem que a cidade é a professora do homem, dizem que uma cidade é um mundo se amarmos um dos seus habitantes, mas dizem também que cidade é um lugar onde as pessoas ficam sozinhas juntas.

Dizem ainda que a forma de uma cidade muda mais rápido, infelizmente, do que um coração mortal.

Teresina168 anos!

Vejam só!

Nossa cidade menina, graças à pressa do tempo, já é uma respeitável senhora mais do que centenária. De uma  menina que a todos encantava, virou uma espécie de trisavó, Às vezes até mesmo uma vozinha mal humorada.

Aliás, por que mesmo tanta pressa? Por que o tempo tem que ser sempre corrido, sem nos dar uma chance sequer a uma pausa para descanso?

Por que não uma pausa suficiente apenas para a fixação em nossa memória de imagens de tempos idos que estão se tornando distantes, bem distantes? Tempos que não voltam mais. Nunca mais.

Teresina, cujos olhos de menina encantam logo à primeira vista, é realmente uma cidade de encantos. Encantos que você tem a obrigação de decifrá-los. Decifra-me ou te devoro, tal qual a esfinge de Tebas.

Embora me esforce ao máximo para conservar alguns resquícios da Teresina antiga, cidade provinciana que sempre nos acolheu, nem sempre de braços abertos, mas está cada vez mais difícil.

A Teresina das ruas de nomes bucólicos, do padeiro e do leiteiro nas portas; de autoridades despachando na calçada ou na sombra sempre aprazível das árvores no quintal de casa acabou há muito.

A Teresina dos bondes, da animação do Clube dos Diários e da praça Pedro II; A Teresina animada da Paissandu, das areias do Parnaíba e do Poti. Essa não existe mais. Está se apagando nas nossas memórias.

Teresina é uma cidade que não cuida do seu passado, infelizmente. Dai a condenação das gerações às trevas da ignorância.

Não era para ser assim, mas é. 

Não estamos deixando para os que veem pela frente nem mesmo pequenos indícios de que em Teresina também existiu um começo, existiu um primeiro passo.

Teresina sempre foi seletiva. Nem todos os que aqui chegam aqui ficam. Muitos voltam pelo mesmo caminho, na mesma pisada. Só fica quem resolve desafiar a cidade e a sorte.

Mas os que conseguem sobreviver têm sempre uma palavra de gratidão, de respeito e de amor pela cidade.

A acolhida pode até não ter sido muito agradável, mas com a convivência e o passar do tempo, começamos a perceber quão acolhedora é nossa capital. Ninguém resiste.

No mais, é só concordar com o poeta Mário Quintana:

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso…

Vote!

13 de agosto de 2020

 

Ao comparecer à cabine de votação no dia da eleição – como sempre – o brasileiro terá à sua frente e à sua inteira disposição três alternativas.

Ele poderá votar nulo, ele poderá votar em branco e poderá, também – se assim o desejar – votar em alguém.

Vai poder escolher um candidato, vai poder manifestar sua preferência.

No regime democrático é assim: você faz o que quer com o seu voto.

Embora o Brasil ainda conserve o antigo ranço do voto obrigatório, o importante neste momento é que temos direito ao voto.

Pior seria se a gente continuasse sem o direito ao voto, como no passado, como nos anos de chumbo da ditadura militar.

O voto – já disse muito aqui – é a mais poderosa arma do cidadão.

O voto é o instrumento ideal para que o eleitor possa manifestar sua opinião.

É com o voto que ele aprova ou desaprova um gestor, um deputado, um senador, um vereador, um prefeito.

É o voto – o seu voto  – que bota e tira; que elege e derrota.

O voto é um direito do cidadão.

O voto é para ser usado.

Quem não vota está fugindo à luta, está se omitindo de um processo legítimo que lhe confere todo o poder de mudar, mas que lhe confere também o direito de deixar tudo como está.

A escolha é sua, somente sua.

As pessoas precisam entender desde cedo a importância de comparecer à sua secção eleitoral no dia da votação.

Precisa entender que – apesar de lhe ser facultado esse direito – votar nulo é fugir da luta.

Você tem o direito de votar nulo, é claro, mas ao praticar esse tipo de voto você está se omitindo, você estará lavando as próprias mãos e perdendo o direito de se manifestar, perdendo o direito de cobrar algo.

Estamos vivendo uma situação difícil – todos sabem disso – e nesses momentos de dificuldades precisamos ter coragem para decidir o nosso rumo.

Então precisamos ter a coragem de escolher, precisamos ter a coragem de votar em alguém, de eleger alguém; precisamos ter a coragem de optar por alguém.

Precisamos assumir a nossa responsabilidade.

Apesar de tudo que está acontecendo no Brasil, a política é indispensável.

Não podemos continuar olhando a política como uma coisa nojenta e imprópria.

No mundo, como na política, existem os bons e os maus.

Há políticos bons.

Procure melhor que você certamente irá encontrá-los.

O Piauí do Sul

11 de agosto de 2020

Sempre que se revela o abandono da região Sul do Piauí, a tese de divisão do estado volta à tona. Estranhamente neste tempo de vacas magras, o assunto não veio a tona. Os vaqueiros mais influentes estariam de bucho cheio, por acaso?

Desde o início do século XX a criação do estado do Gurguéia, uma espécie de Piauí do Sul, ganha força momentânea nessas ocasiões de dificuldades para depois voltar ao esquecimento, ao abandono nas gavetas do poder.

A população do Sul desde sempre reclama da situação de abandono a que a região foi relegada.

O Extremo Sul do Piauí é uma região de grande produção agrícola e pecuária.

É uma região que gera impostos, mas mesmo assim é desassistida.

Não recebe de volta os benefícios que precisa e que merece.

A falta de estradas talvez seja apenas a parte mais visível das questões cruciais da região.

Mas a verdade é que a região do Gurguéia não precisa apenas de estradas para escoar sua produção agrícola.

Precisa de muito mais.

Precisa, por exemplo, de energia elétrica de qualidade capaz de movimentar máquinas para que empresas possam se instalar.

Precisa gerar empregos.

Precisa de saúde de qualidade e de hospitais equipados.

Precisa de escola de qualidade, precisa de abastecimento d’água e de saneamento básico.

Precisa disso e de muito mais.

Isso faz com que a população do Sul do Piauí se sinta simples pagadora de impostos.

Faz com que os moradores se sintam vítimas de uma derrama igual àquela da época do domínio português, onde a coroa ficava com todo o ouro e nada devolvia em troca.

Quando alguém defende a divisão do Piauí talvez entenda que, com a divisão, o novo estado teria pelo menos uma estrada de vergonha.

O estado do Gurguéia pode até nascer um estado pobre, mas com certeza hoje não estaria tão maltratado.

O ideal é que o Piauí permaneça um só, permaneça um estado único, mas um estado que trate sua população de forma igualitária, sem privilégios para um lado só.

Quem condena a proposta de criação do estado do Gurguéia tem necessariamente que examinar a questão também por esse lado.

Não se trata apenas de dividir a pobreza, de dividir a miséria, como alguns pregam.

A divisão pode até ser benéfica tanto para o Norte como para o Sul.

Para o Norte um alívio, por não ter condições de investir no desenvolvimento do Sul.

E para o Sul porque a região teria sua própria oportunidade de crescimento. Afinal, não há como acreditar num Sul forte com o tratamento que vem recebendo ao longo dos séculos.

Solidariedade

10 de agosto de 2020

Solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Ser solidário é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.

Neste 10 de agosto, Dia da Solidariedade Cristã, faça da solidariedade o seu lema, pois além de cuidarmos de nós mesmos também podemos mudar a vida dos outros.

A solidariedade converte em direito o que a caridade dá como favor.

Na solidariedade, se não pudermos dar o céu, oferecemos a lua.

Se a lua for impossível, oferecemos as estrelas.

Se não pudermos alcançar as estrelas, oferecemos o mar.

Se não pudermos dar o mar, oferecemos as ondas.

Se não pudermos dar o peixe, ensinaremos a pescar.

Se não pudermos dividir o choro, tentaremos consolar.

Se não pudermos ser a solução para os problemas, ajudaremos equacionar.

Se não pudermos dar riquezas, encontraremos formas para ajudar.

Se não pudermos ser os anjos de guarda, seguiremos unidos o caminhar.

Se não pudermos rezar juntos, oferecemos as nossas preces.

Por fim, a única certeza de que temos e podemos oferecer, são nossas orações, nosso amor e a nossa amizade, que são únicos, são nossos e que, realmente, nos pertencem de verdade.

Quanto mais solidariedade, mais amor, mais unidade, menos julgamento.

Dizem os poetas que solidariedade é fazer o bem sem olhar a quem.

É doar não só o que não te serve mais, mas também aquilo que você tem em abundância.

Solidariedade é um gesto de amor praticado por pessoas de coração puro e de alma generosa.

A solidariedade é um ato de bondade com o próximo.

Quem pratica o ato de ser solidário, não ajuda apenas o próximo, mas ajuda a si mesmo.

Quem ajuda o próximo passa a entender as dificuldades e consegue enfrentá-las de uma maneira diferente, se torna uma pessoa mais feliz e realizada, e sabe encontrar o verdadeiro sentido da vida.

No centro de qualquer prática solidária está o princípio da consideração com o outro.

Trata-se de um exercício de empatia, de não se resignar diante de uma situação que pode ser modificada ou atenuada.

Como José Saramago, escritor português, creio no direito à solidariedade e no dever de ser solidário.

Creio que não há nenhuma incompatibilidade entre a firmeza dos valores próprios e o respeito pelos valores alheios. Somos todos feitos da mesma carne sofrente. Mas também creio que ainda nos falta muito para chegarmos a ser verdadeiramente humanos. Mas, talvez, o seremos alguma vez…

Com ele aprendi

7 de agosto de 2020

Shakespeare dizia que ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente. Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho.

Domingo que vem será mais um daqueles dias em que a saudade aumenta e que o lugar vazio na cabeceira da mesa incomoda ainda mais.

Mas domingo também será dia para lembrar de coisas boas, dos bons momentos vividos, dos sorrisos largos e dos abraços apertados. Será dia de lembrar até mesmo dos inevitáveis puxões de orelhas, invariavelmente para o bem.

Domingo é o Dia dos Pais.

Para quem ainda tem o seu, o domingo, com certeza, será de festa, será um dia de grandes manifestações de alegria em família.

Para quem já não tem pai, o domingo será um dia de lembranças e de saudades, de muitas saudades e de doces lembranças.

Será dia de lembrar as histórias que ele contava.

Será dia de lembrar que no fim da tarde ele era sempre esperado na calçada da casa. Cada filho querendo ser o primeiro a vê-lo chegar.

Mas um dia ele se foi.

E se foi sem que pudesse me despedir, sem que pudesse vê-lo partir. Foi deixando muitas saudades, mas também deixando muitos ensinamentos.

Com ele aprendi que ser pai não é dar ao filho o que ele quer, mas sim o que ele necessita para encontrar o próprio caminho.

Aprendi que ser pai não é apenas estar presente quando o filho precisa, mas também ausentar-se quando ele não necessita.

Aprendi que ser pai não é querer o filho para si, mas saber dividi-lo com quem ele prefere conviver.

Aprendi que ser pai não é somente gostar dos bons resultados das coisas que o filho faz, mas compreender e dividir os maus resultados.

Aprendi que ser pai não é amar o filho que você quer que ele seja, mas amá-lo como ele é.

Aprendi que ser pai não é apoiar o filho quando se quer, mas sim quando ele quer.

Aprendi que ser pai não é construir o filho, mas apoiá-la em sua construção e reconstrução.

Com ele aprendi que ser pai não é sufocar o filho, mas deixá-lo vir a você quando ele precisar.

Com ele aprendi que a vida é cheia de obstáculos, ondas, castelos de areia, muros e quebra-cabeças. Mas também aprendi que para cada dificuldade existe uma solução.

Aprendi que para combater os obstáculos devemos retirá-los do caminho, para vencer as ondas devemos surfar por cima sem temer, para reconstruir um castelo devemos juntar a areia que os ventos fortes levaram e erguer a cabeça.

Aprendi que, agindo assim, quando nos dermos conta ele estará em pé.

E para o quebra cabeça é fácil. Talvez parar e refletir nos ajudará a juntar cada peça e colocar em seu devido lugar.

Feliz Dia dos pais!

Felicidade

6 de agosto de 2020

Todos nós buscamos a felicidade.

Queremos e buscamos a felicidade sempre.

A felicidade é uma meta, é um objetivo a ser alcançado.

Mas, afinal, o que é felicidade?

Mesmo os que diariamente buscam e sonham com uma felicidade eterna, sabem o que é felicidade?

Aílton Bahia, um pensador que costuma publicar seus textos nas redes sociais, diz que não existem receitas de felicidade.

Mas há algo que se repete na vida dos que se sentem felizes: eles são íntimos de si mesmos; eles conhecem os próprios anseios e são fiéis a eles.

Vivemos desesperadamente buscando descobrir o segredo da felicidade, mas nem sequer sabemos o seu verdadeiro significado.

Há milhões de anos a humanidade busca a felicidade em vários lugares.

Muitos homens e mulheres, durante toda a sua existência buscam a felicidade através do poder e se tornam ditadores e arrogantes, acabam escravos do próprio poder e se tornam solitários e deprimidos. Outros buscam a felicidade através da fama e estrelato; acabam sufocados pelo próprio sucesso e vivem se escondendo do mundo atrás de drogas e medicamentos.

Outros usam seus status sociais e autoridade e se impõem a humilhar seu semelhante; se consideram seres supremos e intocáveis,

Acabam se tornando seres odiados e insignificantes sem nenhum respeito ou prestígio perante a sociedade.

Felicidade é algo complexo e inexplicável, que depende de cada um de nós.

Temos que encontrá-la dentro de nós mesmos, dentro da realidade de cada um, dentro de seu mundo real.

Felicidade, muitas vezes, é fazer o bem.

Sempre nos sentimos bem quando conseguimos ajudar alguém, quando conseguimos transformar uma lágrima em sorriso, quando somos abraçados e beijados por pessoas que nem sequer conhecemos, simplesmente porque demonstramos um gesto de carinho e atenção para com elas.

Ser feliz, muitas vezes, é quando percebemos que somos admirados e respeitados.

São coisas simples, simples até demais.

São coisas que podem até não ser a felicidade, mas com certeza é algo muito perto disso;

É algo que está ao alcance de todos.

Se não sentimos essas coisas em nenhum momento da vida é porque algo está errado.

A felicidade está em coisas simples da vida.

Está em cada pedacinho de chão conquistado, em levantar a cada tropeço, em amar as pessoas e não julgar pelo que aparenta ser.

Ser feliz transcende qualquer entendimento, mas é possível com muita sabedoria no dia-a-dia. Acreditar nos sonhos que possuímos é fundamental.

A felicidade, enfim, está originalmente em crer.

Crer que tudo é possível.

 

O melhor caminho

5 de agosto de 2020

 O mundo inteiro – e o Brasil em especial –  vive em meio a um processo muito intenso de corrupção e desmoralização.

Vivemos, não só o anúncio do fim dos tempos.

Às vezes a impressão é de que já estamos realmente vivendo o próprio fim dos tempos.

Chegamos a um ponto tal que há quem acredite que ser desonesto é a única maneira para se dar bem na vida.

É o único caminho para o sucesso e para a riqueza.

Há quem pense que uma mentira aplicada uma vez ou outra é uma coisa inofensiva, mas não é bem assim.

Os especialistas entendem que é exatamente assim que um pequeno mentiroso acaba se tornando um grande desonesto.

Márcia Denardi, uma jornalista catarinense que usa a informação para fortalecer a família, diz que a desonestidade é uma doença, é uma coisa que cresce de forma gradual.

Se ela não é interrompida assim que é detectada, fica cada vez mais profunda, e difícil de cessar.

Principalmente porque, depois de um tempo, quem é desonesto passa a considerar normal a desonestidade.

O homem desonesto – alguém já disse – é pobre de espírito.

É pobre de caráter.

É pobre de honra.

Sócrates, o grande filósofo ateniense, na Grécia antiga, ensinava em 460 antes de Cristo, que se o homem desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade.

Não há um caminho mais eficiente de se ensinar honestidade aos filhos que o caminho dos exemplos.

Você, pai ou mãe, vai passar a vida inteira ensinando seus filhos como agir; você pode reclamar, pode ate brigar, mas vai ter que dá o exemplo. 

O exemplo é muito mais eficiente.

Seja honesto, mostre que é honesto e você muito provavelmente terá em seu filho um seguidor de suas virtudes.

Pratique o bem e você terá o filho seguindo seu exemplo.

Isso, com certeza, estar faltando a boa parte das famílias brasileiras.

A ausência dos pais no próprio lar muitas vezes leva o a escolher caminhos diferentes, muitas vezes novos e perigosos caminhos.

Apesar da correria diária e da dureza que a vida nos impõe, não deixe seus filhos se sentirem abandonados.

Como diz o escritor Augusto Branco, seja você o exemplo de tuas palavras e haverá um momento em que não precisarás dizer nada sobre coisa alguma.

Tuas atitudes falarão por ti!

Procure agir dessa forma e contribua para que no futuro tenhamos novos cidadãos; contribua assim para que no futuro se possa aspirar um destino menos decepcionante.

O direito de espernear

4 de agosto de 2020

As pessoas acusadas ou suspeitas de crime têm direito à presunção de inocência. A lei brasileira garante aos acusados em geral o direito ao contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.

As pessoas envolvidas na Operação Topic têm esse direito. É da lei. Todos os envolvidos terão direito a se defender, terão direito a protestar inocência perante o juiz, em qualquer instância em que esteja o processo. Inclusive na fase de inquérito policial.

Não pode ser diferente no caso da Operação Topic e certamente não será, fiquem certos os acusados.

No Piauí, o problema é que além de espernear o acusado quer fazer crer que não cometeu crime nenhum e que tudo não passa de pura perseguição política, por isto ou por aquilo. É natural que os acusados queiram se eximir da culpa, mesmo diante de provas que a Polícia Federal considera irrefutáveis.

Mas quando se tenta atribuir aos investigadores esse papel de perseguidores implacáveis, a questão de se torna risível.

Risível, sim, porque até agora o trabalho da Polícia Federal tem sido irrepreensível. A Polícia Federal, até agora, tem trabalhado em cima de provas cada vez mais convincentes dos malfeitos praticados na Secretaria Estadual de Educação na gestão de Rejane Dias.

As provas apresentadas são contundentes. Mostram com riquezas de detalhes um envolvimento criminoso de autoridades públicas com agentes civis de má índole se apropriando de recursos do contribuinte.

Mostram, inclusive, um irmão da deputada Rejane Dias como possível proprietário de apartamentos de alto luxo para aluguel. A própria Polícia Federal teria alugado um desses imóveis para efeitos de prova.

Tentar colocar em cheque provas deste tipo, com o objetivo claro de estabelecer a dúvida, não vai funcionar.

A população piauiense tem se manifestado cada vez mais favorável as investigações da Polícia Federal. Não só às investigações, mas a condenação dos culpados.

São valores altos, são valores assombrosos e inimagináveis para o piauiense.

O piauiense está abismado diante de tanto dinheiro fruto dessa ação criminosa. Mais espantado ainda por saber que todo esse dinheiro desviado deveria ter sido aplicado em benefício das escolas e dos alunos.

O piauiense fica revoltado porque sabe que o seu filho ficou sem transporte e sem merenda escolar.

O que a Polícia Federal está fazendo é nada mais do que reunindo provas que possam garantir a condenação dos culpados por atos tão inescrupulosos.

Pouco ligando para a patente e para o tamanho da bota dos suspeitos.

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