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Quinta, 21 de fevereiro de 2019
GEORGE MENDES
150, 500, 300 milhões de reais.
- 14/02/2019 09
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Fiquei desconfiado pela incerteza. Pura falta de informação. Ou mesmo interesse em não dar a transparência necessária – velho vício que não cansa de manifestar.

Quando instado a projetar a redução de gastos com a reforma estrutural que está sendo obrigado a fazer, o Governador Dias sabe aplicar o famoso “ de arrodeio” nos questionadores, propagando um número, depois outro, mais outro.

Começou falando que a reforma resultaria em numa economia anual de 150 milhões, passou a  500  milhões, foi a 300 milhões.Prega que  a economia não é por razão de eficiência para produzir resultados melhores. Prefere dizer que é por conta do cenário de  crise. Uma adaptação aos novos tempos bicudos “para que o Piauí não termine como os outros Estados”, que estão quebrados.

Na busca por dourar a pílula melhor busca desviar a conversa para o campo meramente administrativo, falando em cumprimento de metas, contratos de gestão, demissão para quem não cumprir metas, etc. Como se o Piauí fosse um mar de excelência e calmaria, bem planejado. Encobre que  nosso querido Estado nos últimos anos,foi um arquipélago onde sequer os nomes dos nomeados como auxiliados são memorizados pelo Chefe. Cada um na sua.

Perguntado sobre planos de trabalhos, fixação de metas claras, objetivas, factíveis, fontes de recursos e relatórios de gestão, o máximo que se pode ouvir é que tudo está funcionando plenamente, a contento. Ponto. E não se fala mais do assunto.

Na busca do terceiro mandado o Senhor Governador tentou fazer metas e se esborrachou no cumprimento delas. No governo,  uma Assembleia sufocada, refém do Executivo, lavou as mãos e a pequena oposição que sofreu só veio, de fato, mostrar as caras  no tempo de campanha, apresentando-se desarticulada e pouco objetiva. Ou seja, não houve posição fática.

Já no quarto mandato, nada de metas! A leitura do que o atual governador chamou de programa de governo repetiu os chamados “ objetivos de desenvolvimento sustentáveis” da ONU, com pinceladas piauienses. Para o Senhor Dias, basta indicar o rumo. Não precisa dizer como vai enfrentar o caminho.

Voltando ao foco do artigo. Fato inconteste é que há muito o que cortar num Estado de economia pequena e pouco diversificada, de circulação de mercadorias, que teima manter uma estrutura hiper-atrofiada, insustentável, incompatível com a razão e o bom senso. 30% da receita corrente é jogada no ralo do custeio da máquina pública ( número de 2017, encontrado no Balanço. Será que em 2018 ficará menor?). Isso representa que de cada 100 reais, 30 vão para manutenção das despesas da máquina. É um acinte.

Há  o que cortar em gastos correntes e a profundidade de tais cortes determinará o futuro do quarto mandato. Não é simples. Não é fácil desmontar os tentáculos eleitorais largamente negociados. Não é fácil rever dogmas estabelecidos.

Ainda assim é de estranhar que esbanjando domínio sobre a máquina pública,  tenha que orientar corte de despesas sem precisão, ou melhor, sem dizer onde exatamente irá cortar. Ou o domínio não é real ou faltam informações seguras.

A conclusão óbvia é que, pelo menos em relação aos últimos quatro anos, houve claro desperdício de recursos porque faltam benefícios proporcionados pela gastança com a máquina ineficiente e ineficaz.

Ineficiente porque usou mal os recursos disponíveis. Ineficaz porque os resultados – se é que existem alguns – são inexpressíveis.

Antes que alguém venha argumentar com a vitória eleitoral expressiva, obtida nas urnas de 2018, lembro que votos não encobrem erros e incompetências. Voto recebido pelo Governador Dias demonstra tão somente que  ele soube convencer a maioria dos piauienses a escolhê-lo, pelos motivos mais subjetivos.

O certo é que, com a economia de recursos que agora que alcançar, o Senhor Dias teria conseguido melhorar em muito a infra-estrutura econômica estadual, exercitando a responsabilidade fiscal e  a capacidade de planejamento. Ou ainda que não teria  sido preciso manter uma legião de cobradores de faturas  em atraso, como se vê a todo momento.

Como se diz, “nem tudo tá perdido”. O tempo, os recursos.....vai, esquece! Vamos acender a esperança de que  nosso Governador aprendeu a gastar; que veta o descontrole que permite usufruir de mordomias; que não vai mais subordinar a ALEPI,; que agora vai fazer os investimentos certos e certeiros para o Piauí melhorar e a população viver melhor. Mas, daqui pra frente.

 

 

George Mendes

*George Mendes é economista, publicitário, jornalista, professor e empresário.

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