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Quinta, 24 de janeiro de 2019
CHICO LEAL
Saudade, saudade!
- 11/01/2019 07:05
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Todos nós sentimos saudade.

É impossível viver sem saudade de algo ou de alguém.

Saudade  é ausência, nos ensina o poeta.

Saudade é o sentimento de vazio que fica daquilo que se foi.

Saudade é um vazio tão grande que ocupa muito espaço dentro do coração e aperta tanto o peito que acaba transbordando e escorrendo pelos olhos.

Saudade é o que faz as coisas pararem no Tempo, já dizia Mário Quintana.

Para Olavo Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros, saudade é simplesmente a presença dos ausentes.

Saudade é amar um passado que ainda não passou,

É recusar um presente que nos machuca,

É não ver o futuro que nos convida, escreve Aguinaldo Silva, o mago das novelas.

 

A saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena.

Ou, como escreveu Guimarães Rosa, saudade é ser, depois de ter.

Saudade não apenas do amor distante, que se foi.

Mas saudade das coisas simples, das coisas que marcaram nossa infância.

Saudade dos pais, dos irmãos, saudade dos amigos que se foram inesperadamente, antes do combinado.

A escritora Clarice Lispector tinha razão. Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem.

De tão presente na vida de todos, a saudade mexeu até mesmo com Maomé, o grande profeta do islã.

Quem quiser plantar saudade, disse o profeta, trate de escaldar a semente.

Plante no solo bem duro, onde o Sol seja mais quente.

Pois se plantar no molhado, ela cresce e mata a gente.

Fazer o que, se dizem que viver é aprender a ter saudade?

Afinal, saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Nessa sexta-feira de tanta saudade, impossível ignorar um caboclo que cantou o sertão e também cantou a saudade.

É impossível ignorar Dominguinhos, o mais aplicado discípulo do mestre Luís Gonzaga.

É impossível esquecer as lembranças e Siá Mariquinha, uma de suas grandes composições:

A saudade que se guarda das coisas da vida,

Que a gente gozou,/

Pode inté se arrelembrar/,

Tantas coisas velhas que já se passou/,

Quanto mais passado o tempo/,

Mais o amor aumenta,/

Mais saudade vem, /

Mode a gente arrelembrar, /

Dos amor querido que a gente quis bem.

Ai, ai, Siá Mariquinha, isto não é brinquedo/,

Me diga se a saudade mata, /

Se a saudade mata, /

Qu´eu já tô com medo.

 

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