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Quarta, 20 de março de 2019
DOMINGOS BEZERRA
As crises e as soluções
20/02/2019 14:27
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Os governos federal e estadual se encontram diante de dificuldades que exigem criatividade, espírito público, responsabilidade social, competência e civismo.

O presidente Jair Bolsonaro pretende desenvolver amplo espectro de mudanças com vistas a reverter a crise econômico-financeira, o que ocorrendo, por tabela e via de consequência, remete para amenizar a crise política.

Esta já pareceu maior em anos recentes, mas não está totalmente vencida. Nesta terça-feira (19), o presidente sofreu a primeira derrota na Câmara Federal – uma derrota já cantada por líderes aliados. “O plenário da Câmara aprovou o projeto que suspende os efeitos do decreto presidencial que permite que servidores comissionados e dirigentes de fundações, autarquias e empresas públicas imponham sigilo secreto ou ultrassecreto a dados públicos”, informa o G1.

Em meio à turbulência, “o Palácio do Planalto parecia não entender o recado que estava sendo enviado, nos bastidores, por líderes governistas na Câmara dos Deputados”, acrescenta o site. “E o revés chegou em um péssimo momento, na véspera de o presidente encaminhar ao Legislativo a sua proposta de reforma da Previdência”.

Há tempos se fala da necessidade das reformas na previdência, nas relações trabalhistas, na estrutura político-eleitoral, na cobrança e aplicação dos tributos. Arremedos de reformas foram realizados, como a que houve na previdência em vários governos.

Na estrutura político-eleitoral perduram velhos vícios que serão muito difíceis de ser vencidos, em que pese a renovação congressual que tivemos na eleição do ano passado. Temos ainda um Congresso extremamente conservador, tradicionalista, e esse convencionalismo também se verifica no interior do Brasil, onde as carcomidas práticas e costumes políticos deixam suas marcas de poder quase universal.

Mas há, sim, perspectivas de mudanças neste particular. Aliás, aqui e acolá muda alguma coisa, em decorrência das mudanças naturais que a vida determina e os novos tempos exigem.

As relações trabalhistas, ou seja, as relações entre empregados e patrões passaram recentemente por algumas mudanças, algumas delas criticadas pelos trabalhadores e, por outro lado, tidas como tímidas pelo empresários, que que se posicionam e exigem mais flexibilidade.

A carga tributária brasileira é uma das mais pesadas do mundo e equivocadamente aplicada porque os menos afortunados sofrem na pele a obrigatoriedade de pagar os mesmos índices dos grandes detentores do capital.

O certo é que todo mundo sabe que é preciso mudar.

Agora, o governador Wellington Dias enviou à Assembleia um pacote de reformas na estrutura administrativa reduzindo órgãos, mas avisou que não dará aumento salarial, e já há anúncios de movimentos contrários que poderão resultar em greve.

É preciso atentar para a razoabilidade e ter bom-senso. Cada setor deve considerar o momento de crise que vivenciamos e ceder no que for possível. O governo deve dar o exemplo e cortar na própria carne e não é apenas com a redução de órgãos, mas com a racionalidade na administração, no dia a dia.

Com as dificuldades financeiras que todos enfrentamos, é impossível realizar mudanças enfiando goela-abaixo. A inteligência aconselha ao diálogo e à negociação.

Os que estão embaixo, na planície - ou seja, o povo -, não aceitam mais os desvios, a corrupção, os privilégios de alguns em detrimento da justiça social.

Esta é a ideia.

Domingos Bezerra Filho

Editorial Jornal da Teresina 2ª Edição de 20.09.19. 

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