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Segunda, 12 de novembro de 2018
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DOMINGOS BEZERRA - 12/11/2018 14:49

Temos que combater a cultura do desperdício

Quase 1 milhão de pessoas passam fome no mundo. Ao mesmo tempo, 20% dos alimentos são jogados no lixo todos os dias.

De certa forma, há fartura de alimentos e, por causa disso, as pessoas podem consumir mais do que precisam ou terminam dispensando o pedaço a mais do prato.

Estudos estatísticos dão conta de que o Brasil joga fora 39 mil toneladas de alimentos por dia. Quarto maior produtor de alimentos do mundo, o País que desperdiça 39 mil toneladas de alimentos por dia deixa de matar a fome de 19 milhões de brasileiros com tanto desperdício.

É o que se qualifica como cultura do desperdício. Porque construímos tal costume, tal cultura?

O brasileiro deveria refletir sobre as culturas arraigadas na alma nacional, tal como esta cultura do desperdício, a cultura do estupro, a cultura da corrupção – esta originária, inclusive do jeitinho brasileiro -, a cultura do preconceito racial – aliás, preconceitos de todo naipe ainda presentes na vida brasileira.

Lembro de uma entrevista concedida por uma das personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista Bloomberg. O empresário Jorge Paulo Lemann, o único brasileiro listado na revista. No meio dos 50 mais influentes do mundo, Lemann é o 17º.

Dono de um extenso império, classificado como o 29º mais rico do mundo, com fortuna estimada em mais de 24 bilhões de dólares, Jorge Paulo Lemann é cuidadoso com as despesas, ou melhor, os gastos supérfluos, os quais refuta com veemência.

Na entrevista, declara que, na sua casa, não permite lâmpada acesa sem que ninguém esteja na sala, no quarto ou no banheiro. Alega, para a família, em tom de brincadeira, que não é dono da distribuidora de energia.

A postura de Lemann, dentre muitas outras elogiáveis, deveria ser seguida por todos nós, nascidos no país do desperdício. 

A propósito, não desperdiçamos apenas alimentos. Desperdiçamos tempo – e tempo é dinheiro. Desperdiçamos o conhecimento que deveríamos acumular para transformar verdadeiramente o País e o estado. Agredimos e, por isso, desperdiçamos, os recursos naturais de que dispomos.

Desperdiçamos o futuro do País porque não cuidamos bem do presente – e muito menos conhecemos o passado.

Que mudemos nossa cultura do desperdício para construirmos o Brasil que todos nós queremos.

É agora. E sempre.

E esta é a ideia, cidadãos e cidadãs piauienses.

Domingos Bezerra Filho

Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 12.11.18. 

 

 







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