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Quarta, 20 de março de 2019
GEORGE MENDES
Grande novidade
07/02/2019 08:05
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Enquanto o Governador Dias viaja de férias pelo Oriente o nosso Piauí só discute duas coisas: eleição da próxima mesa diretora da ALEPI e a provável reforma administrativa modelada por ele para ele mesmo.

No primeiro caso vem logo uma desconfiança: para quem detém a  portentosa marca de ter eleito  vinte e seis dos trinta deputados com assento na ALEPI, das duas ,uma: ou não confia na expressividade de sua bancada ou sabe que a numerosa base falha em princípios, convicções sendo, portanto, volátil e superficial. Para mantê-la sob controle seria necessário um acompanhamento mais próximo e rígido. Porque a rigor o controle é total e absoluto.

Sobre a necessidade de fazer reforma administrativa sempre para adequar anseios da população à  realidade financeira, o que se sabe é que a segunda é que vem se deteriorando a passos largos sem que o senhor Governador demonstre sensibilidade, ímpeto, desejo de frear a gastança em proveito do seu projeto político pessoal. Já os anseios sociais eles permanecem  sem ser atendidos.

O que o senhor Dias dizia há quatro anos e o que diz agora?

No tempo anterior o governo criava disfunções as mais absurdas na modelagem administrativa, pagando muito pelo funcionamento precário de  sessenta e nove órgãos públicos. Sem nenhum ou quase nenhum retorno econômico ou social que se justifique.

 O mais comum eram, e ainda hoje é, unidades gestoras para cumprir funções  idênticas que se superpunham inexplicavelmente. Nesse tempo, o discurso  dava conta de genial modelo administrativo descentralizado e eficiente, por mais que tal não passasse de um grande absurdo.

No tempo presente o Governo do senhor Dias, por coincidência  o mesmo do período  anterior, promete  reduzir para eliminar órgãos  desnecessários – e assim economizar – especialmente aqueles com superposição de funções. E a coragem para tanto, será grande?

A maior superposição está no cumprimento da função realizar obras públicas. Todos os órgãos existentes  são especializados em construir. Mas vêem-se muitas outras superposições.

O mais inquietante e  “ risível” é a justificativa para ter tantos órgãos fazendo a mesma coisa: ter mais gente trabalhando por investimentos.

Não é demais relembrar que, em 2017, o Piauí despendeu com o custeio da máquina pública, através da classificação “outras despesas correntes”, nada menos que  R$ 2,75 bilhões, ou 30% da receita corrente. É isso que está escrito no Balanço Geral 2017. Sem considerar o que está em “ restos a pagar” , ou escondido e flutuando em “ despesas de exercício anterior”. Veremos o desempenho de 2018.

 O Piauí não tem condições de manter sua máquina comendo e jogando no ralo 30% das receitas. Quando assim o faz está  cometendo grande injustiça com quem  tem enormes demandas de qualidade de vida e desenvolvimento.

 

 

George Mendes

*George Mendes é economista, publicitário, jornalista, professor e empresário.

 

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